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Obras do Studio Ghibli (e além) que acalmaram minha alma e conectaram meu eu mais puro com o amor

  • Foto do escritor: camila gabrielle siring beckeer
    camila gabrielle siring beckeer
  • 12 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 12 de set. de 2025

Desde que comecei a explorar o universo do Studio Ghibli, percebi que esses filmes não são apenas animações — são portais de conexão, cura e reencontro com partes minhas que estavam guardadas, esperando um pouco de magia para despertar. Mas o mais bonito de tudo é que esses filmes também ajudaram a manter o amor da minha vida vivo: foi através deles que eu e o Geo nos mantivemos conectados enquanto namorávamos à distância.


Tínhamos um ritual: assistir um filme à noite, juntos, mesmo que separados por quilômetros. Isso virou o nosso espaço sagrado, onde nossos corações se encontravam, onde o silêncio era acolhido e o sentir era compartilhado. Esses filmes foram nossas cartas não ditas, nossos abraços invisíveis, nosso jeito de dizer “estou aqui com você” mesmo longe.




A Viagem de Chihiro


Um dos primeiros que assisti foi A Viagem de Chihiro. Foi como abrir um livro antigo e encantado, onde cada página tinha um pedaço meu. A história de uma menina que precisa crescer rápido para salvar seus pais em um mundo mágico me tocou fundo. Me senti vulnerável, maravilhada, e chorei. Esse filme fala sobre coragem diante do desconhecido — e naquele momento da minha vida, eu precisava muito lembrar que mesmo com medo, eu poderia seguir.




🔥 O Túmulo dos Vagalumes


O Túmulo dos Vagalumes foi uma experiência intensa. Chorei como poucas vezes chorei assistindo algo. Dois irmãos tentando sobreviver durante a guerra — é cru, é real, é sensível. É um dos favoritos do Geo, e talvez por isso, enquanto eu assistia, sentia como se entendesse melhor a alma dele. Esse filme me deixou esvaziada, mas plantou algo: uma gratidão profunda por ter a quem amar, por ainda poder amar.




🏰 O Castelo Animado


Já O Castelo Animado se tornou meu abrigo. Já vi duas vezes e veria muitas mais. A história de Sophie e Howl é um conto de amor, identidade e transformação. É sobre ver beleza naquilo que o mundo quer esconder. Esse filme é magia para os dias difíceis — me faz sentir segura, como se eu tivesse um refúgio invisível só meu.




🍃 Meu Amigo Totoro


Meu Amigo Totoro me envolveu com sua simplicidade e doçura. É um conto leve, mas profundo, sobre infância, perda e encantamento com o mundo. Me fez lembrar que a pureza e o amor ainda existem em detalhes pequenos. E quando assisti, me senti como uma criança sendo cuidada pelo universo.



✨ Kiki: A Aprendiz de Feiticeira


Kiki: A Aprendiz de Feiticeira é praticamente um reflexo meu. Ela é forte, mas sensível; determinada, mas às vezes insegura. O filme fala sobre amadurecer sem perder a magia, e me tocou profundamente como artista e mulher. Kiki me lembrou que a vulnerabilidade não nos enfraquece — ela nos humaniza e nos torna mais autênticas.




🐾 O Mundo dos Gatos


O Mundo dos Gatos chegou num dos dias em que eu estava mais sensível, e foi o Geo quem me indicou. A história é leve, divertida, quase um conto de fadas excêntrico. E por mais que pareça simples, me trouxe conforto, alegria e um sono tranquilo naquela noite. Era como se os gatos tivessem vindo buscar minha alma para brincar um pouco fora do peso da realidade.




🧙‍♀️ Aya e a Bruxa


Com Aya e a Bruxa, senti uma quebra no estilo tradicional do Ghibli. Mas mesmo com a estética diferente, Aya me impactou com sua força e personalidade. Ela é mandona, ousada, e mesmo sem aquele tom emocional mais denso, o filme fala de empoderamento, de encontrar seu espaço — algo que sempre busco como mulher criadora e sensível.




🕊️ O Menino e a Garça


O Menino e a Garça foi uma viagem profunda. Um filme mais introspectivo, com uma linguagem simbólica quase silenciosa. Me tocou com força, me deixou em silêncio. É um daqueles filmes que não se explicam — se sentem. E me fez refletir sobre o que carregamos quando perdemos alguém, e como seguimos mesmo com as feridas abertas.



🌸 A Flor da Feiticeira (Mary and the Witch’s Flower)


E não posso deixar de citar A Flor da Feiticeira (mesmo não sendo do Ghibli), porque parece que foi feito pra mim. O visual, o gato preto, a magia, o jeitinho dela... tudo é meu arquétipo. Foi como ver minha energia espelhada em uma tela. Me senti representada, poderosa, inspirada. É o tipo de filme que dá vontade de reacender velas, escrever no diário e abraçar sua própria bruxinha interior.



Esses filmes, cada um à sua maneira, foram meus bálsamos. Me ajudaram a atravessar dias nublados, me reconectar com minha criança, me lembrar de que posso ser forte mesmo quando estou frágil.

E acima de tudo, me ajudaram a viver um amor real. Porque mesmo quando estávamos longe, eu e o Geo estávamos ali – juntos, sentindo, assistindo, segurando a mão invisível um do outro.


Com amor,

Camila Beckeer

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